Consciência...
Um termo bem traiçoeiro, se não bem conceituado. No caso presente, desejo tratar o termo num significado específico: Consciência é a qualidade daquele que é crítico em relação ao mundo e se propõe a ser um agente modificador de realidades na busca de um bem maior. Ou seja, neste sentido, um caráter crítico é necessário mas não suficiente para garantir a existência da consciência. Além da crítica, deve existir uma atividade do indivíduo na esfera social, buscando modificar os pontos discrepantes entre o mundo observado e seu mundo idealizado. Um indivíduo que assim interage com o mundo pode então, no presente contexto, ser considerado consciente.
Mesmo tendo realizado a conceituação com certa precisão, precisarei de qualquer forma da cooperação do leitor para distinguir movimentos críticos conscientes de grupos neuróticos. Por exemplo, em uma mente doentia os neo-nazistas podem parecer críticos e dispostos a modificar a realidade por um bem maior. Mas apostando no bom senso dos leitores, continuemos.
Indivíduos e grupos conscientes tem buscado primeiramente modificar a dinâmica de suas vidas, por exemplo, evitando o consumismo, boicotando corporações que agridem o humano e o planeta, pensando de maneira diferente o nascimento, a alimentação, os vínculos sociais, o trabalho, a morte, etc. Porém, os realmente dispostos à fazer as transições necessárias são poucos. Muitos se enganam, postergando para uma futura data (que nunca chegará) as mudanças que entendem como necessárias para tornar coerentes suas crenças e seu estilo de vida.
Outros se enganam de uma outra forma, flexibilizando parte de suas crenças e parte de seu estilo de vida, escolhendo o menos pior, mas mantendo a integridade no discurso. É neste espaço, nesta flexibilização, nesta "preguiça", neste conformismo, nesta hipocrisia, neste conforto mórbido, nesta despolitização que o capitalismo entra e forma os mercados da suposta consciência.
Não que eu seja contra qualquer forma de flexibilidade, alias, acho que flexibilidade é uma das características essenciais do indivíduo saudável. Porém, quando o que se vende é a alma, e quando o discurso não se compatibiliza com o exemplo, temos o câncer, temos o paradoxo da suposta consciência.
Para exemplificar o paradoxo vou citar um exemplo.
Existe em certos grupos uma busca visando a reconexão do homem e das sociedades com os ciclos e processos naturais (lunares, solares, cósmicos, espirituais, etc.), e uma das maiores preocupações destes grupos é a questão da educação dos filhos. Para este grupos, certas linhas educacionais/pedagógicas se apresentam como solução, tentando inserir esta dimensão orgânica na educação, suprindo a busca dos pais das crianças. Porém, alguns problemas tendem a ocorrer.
Em uma cidade média ou pequena, caso a escola seja de fato criteriosa, preservando sua proposta, ela dificilmente terá público suficiente. Para manter sua existência ela flexibilizará sua filosofia, mas ao flexibilizar sua filosofia ela já perde o motivo de sua existência. Ela entrou para o mercado educacional como qualquer outra. Um paradoxo da suposta consciência.
Em uma cidade grande, dado que existem milhões de pessoas morando juntas, existirá público para uma criteriosa escola, que preserve sua proposta original. Porém, o simples fato dela existir em um grande centro urbano à torna contraditória. O ambiente simulado na escola não encontrará contexto na vida das crianças de uma cidade grande. O estilo de vida caótico e a insustentabilidade estrutural das grandes cidades inviabiliza a simples observação dos ciclos naturais. Assim, mesmo esta criteriosa escola não cumpre seu objetivo por uma questão de localização, passando a existir apenas por simples leis de mercado, e não por função ou preocupação real. Outro paradoxo da suposta consciência.
O exemplo se deu na educação, mas poderia se dar em qualquer outra área onde a suposta consciência habite.
Desconfiemos que tudo aquilo que pode ser resolvido por simples leis de mercado.
Mostrando postagens com marcador Ego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ego. Mostrar todas as postagens
sábado, 3 de agosto de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Entrega e controle
O princípio primeiro (e primordial) da permacultura é observar e interagir. Este princípio para mim contém todos os outros, e sua profundidade chega a ser meditativa. Ele revela um ganho real de nossa consciência de singularidade (ou de nossa ilusão de separabilidade). Com tal consciência podemos observar toda complexidade que nos permeia e transpõe.
Todas religiões têm sua(s) trindade(s) (inclusive a ciência ocidental moderna), e estas trindades representam a fonte do todo. Uma das representações mais didáticas da trindade pode ser vislumbrada pelo entendimento de que as dualidades (claro/escuro, masculino/feminino, frio/calor, etc.) apenas existem a partir de um observador que saiba diferenciar seus extremos, ou seja, toda realidade material depende de contraste (que vem pela dualidade) e de observação (que vem pelo terceiro elemento da trindade). Esta observação criadora é a singular tarefa que nos é possibilitada pela ilusão de separação com o resto.
Esta possibilidade de observação, de sentir o mundo, torna latente no humano a Sabedoria. Latente, e não existente, porque apenas uma observação respeitosa, contemplativa e corpórea aos fenômenos permite o desenvolvimento da Sabedoria. Apenas com entrega, com humildade, deixamos de lado a compreensão mecânica do Cosmo.
Porém nosso dom singular não para na observação. Podemos também com nosso senso de separação interagir de uma maneira distinta com o mundo. Desta forma, o princípio permacultural de observar e interagir vincula, de maneira muito fortuita, dois conceitos que deveriam sempre andar juntos, pois a interação sem a observação (de qualidades já mencionadas) se torna um ato de violência.
Infelizmente a maior parte dos humanos não tem consciência da potencialidade de seus "dons". Aliais, nossa capacidade de observação se perverte, desde os primórdios, em uma ferramenta de controle extremo, aplicada em entes inanimados ou vivos, próximos ou longínquos. Primeiro criamos uma ideia de tudo, e depois torturamos a natureza das coisas (vide Francis Bacon) para que elas se encaixem dentro de nossa ideia. É como se estivéssemos em uma briga permanente (e impassível de vitória), tentando vencer, domar, e enfiar lógica na existência.
As proporções desta perversão podem ser notadas facilmente ao observarmos uma cidade. Seus rios, antigos motivos de alegria, foram cobertos, ou linearizados como são as vias. Os relevos foram deformados sem o mínimo de sensibilidade. O Sol e a Lua não têm mais relação com a terra, e assim a luz do Sol (como a chuva, o vento, e etc.) se torna apenas uma entidade agressiva, destruindo aquilo que foi feito pelo homem, aquecendo suas construções que não permitem a terra respirar. Infelizmente, em tudo o que o homem tocou podemos notar este interagir violento, sem observação, esta mecanização da realidade que torna dormente nossa capacidade de nos tornarmos sábios. Assim não pode haver entrega, assim só existe a busca pelo (e a ilusão) do controle.
Buscando o real desenvolvimento e a harmonia com o mundo, deveríamos ter sempre como guia o princípio da precaução - isso para termos cuidado ao atuarmos, medindo as consequências de nossas ações. Tal precaução não pode ter outra fonte que a sensibilidade da observação. Porém, onde o controle toma lugar da sensibilidade, até mesmo o princípio da precaução se perverte.
Através de sua ideia de mundo, o homem criou tecnologias e técnicas para moldar (ou maquiar) sua realidade. Ele agora se ilude querendo controlar o futuro. Ao invés da regra original da precaução de "na dúvida NÃO intervenha" a regra agora é, "na dúvida intervenha tentando tornar o futuro previsível". O problema é que para o neurótico do controle sempre existem dúvidas à serem controladas.
E neste contexto, se tornam normais todos procedimentos que possuem muito mais efeitos colaterais do que efeitos desejáveis. Guerras feitas por precaução, alopáticos sendo prescritos sem necessidade, restrições da liberdade individual em prol de uma subjetiva "sociedade", cesárias marcadas, vacinas, violências obstétricas e pediátricas em geral, entre outras infinitas medidas desmedidas que buscam a destruição de tudo que é orgânico e natural, como a vida e a morte.
Não podemos ignorar a existência da busca pelo poder, pois todos estes bizarros processos listados favorecem economicamente as corporações que tentam possuir o mundo. Porém, ao invés de ver toda esta perversão como planejada pelos capitalistas, prefiro uma perspectiva mais realista, de que o capitalismo absorve qualquer tipo de inconsciência e despolitização transformando-a em mercado. Toda neurose de controle favorece a mecanização da realidade, que favorece, por sua vez, a mercantilização da realidade. Pois se o médico propôs a cesária marcada (ou a retirada dos seios) por precaução, o paciente aceitou por semelhante compreensão mecânica do processo do nascimento (ou do câncer de mama).
Sem oprimido não existe opressor, e assim não devemos buscar um lado culpado. A responsabilidade novamente recai sobre à neurose do controle/mecanização, que é brutal em nosso nascimento e nos acompanha até nossa morte. Por exemplo, a persistência na escolarização do mundo - imposição que acabou (e continua acabando) com culturas milenares - se torna algo muito pior que a encomenda dentro de uma educação mecanicista. Tal educação reprime a singularidade individual humana, massifica o pensamento coletivo e gera tanto médicos quanto pacientes que acreditam que a cesária marcada é a melhor solução.
Conforme discutido, a questão do controle e da entrega pode ser uma lente de análise da condição crítica da civilização (assim como outros conceitos também podem). O ponto central é... o que nos resta?
Por enquanto eu apenas tento voltar a ser um sensível observador.
Não podemos ignorar a existência da busca pelo poder, pois todos estes bizarros processos listados favorecem economicamente as corporações que tentam possuir o mundo. Porém, ao invés de ver toda esta perversão como planejada pelos capitalistas, prefiro uma perspectiva mais realista, de que o capitalismo absorve qualquer tipo de inconsciência e despolitização transformando-a em mercado. Toda neurose de controle favorece a mecanização da realidade, que favorece, por sua vez, a mercantilização da realidade. Pois se o médico propôs a cesária marcada (ou a retirada dos seios) por precaução, o paciente aceitou por semelhante compreensão mecânica do processo do nascimento (ou do câncer de mama).
Sem oprimido não existe opressor, e assim não devemos buscar um lado culpado. A responsabilidade novamente recai sobre à neurose do controle/mecanização, que é brutal em nosso nascimento e nos acompanha até nossa morte. Por exemplo, a persistência na escolarização do mundo - imposição que acabou (e continua acabando) com culturas milenares - se torna algo muito pior que a encomenda dentro de uma educação mecanicista. Tal educação reprime a singularidade individual humana, massifica o pensamento coletivo e gera tanto médicos quanto pacientes que acreditam que a cesária marcada é a melhor solução.
Conforme discutido, a questão do controle e da entrega pode ser uma lente de análise da condição crítica da civilização (assim como outros conceitos também podem). O ponto central é... o que nos resta?
Por enquanto eu apenas tento voltar a ser um sensível observador.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Se essa rua fosse minha
Eu quero transporte coletivo, mas quero também uma urbanização que pense no humano. Quero ruas curvas, estreitas, arborizadas, onde o homem tenha vez, e não os auto-motores. Um mundo que não é desenhado pela eficiência da economia, mas pela organicidade do prazer.
Eu não quero mais educação, porque educação não existe menos nem mais, ela começa quando nascemos e termina quando morremos. Eu quero que a escola seja um espaço opcional, ocasional, um espaço de liberdade, de experimentações. Eu quero que a escola deixe de criar indivíduos passivos, obedientes e crentes na meritocracia forjada. Eu quero que ela deixe de projetar dicotomias entre certo e errado, bom e ruim, bem e mal, prazer e dever, lei e crime, Estado e povo, moral e sexo, civilização e natureza. Eu quero que ela seja um lugar onde a criança é respeitada em sua totalidade, onde a cultura da infância tenha voz e o adulto se cale para a aprender, onde exista exercícios de potência, mas não de poder.
Eu, antes de querer mais saúde, quero menos doença, e que o conceito e o contexto de saúde sejam discutidos por todos. Que pensemos nos aspectos biológicos, psicológicos, alimentares (e quiçá espirituais) da saúde. Assim, as pessoas passariam à entender que elas são o agente mais importante para sua própria saúde (e não o médico). Eu queria que divulgassem e discutissem a grande diferença entre doença e sintoma, e que ficasse claro que os medicamentos nada curam.
Eu quero menos leis, menos intervenção governamental, porque confio na minha autorregulação. Quero que as comunidades e bairros tenham mais poder que o governo federal, que tenhamos autonomia. Quero que me deixem viver, fazer minhas escolhas, sofrer as consequências, e que me deixem morrer em paz também.
Eu quero tudo isso, mas sei que a maioria não quer.
Eu sei também que não adianta separar minhas demandas em milhares de pontos a serem conseguidos um a um. Pelo contrário, minhas demandas se resumem a uma grande demanda: Uma maior conexão humana com a realidade, demanda esta que não pode ser suprida por nenhum político ou poder sobrenatural. Todos os outros problemas são sintomas desta desconexão, desta interferência causada por religiões, Estados, mídias. Todos os outros problemas são consequências de nosso afastamento ao biológico, ao mundo natural.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
É preciso...
Preciso comer menos...
Minha vida não tem sido muito sutíl ultimamente...
Preciso comer melhor...
Parar de ser guiado por vícios e ansiedades....
Preciso estar presente...
Ser melhor a cada segundo...
conectado, inspirando e inspirado...
Que o amor se manifeste...
Minha vida não tem sido muito sutíl ultimamente...
Preciso comer melhor...
Parar de ser guiado por vícios e ansiedades....
Preciso estar presente...
Ser melhor a cada segundo...
conectado, inspirando e inspirado...
Que o amor se manifeste...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O meu forte...
Indiferença, este não é meu forte.
Não sou bom em olhar sem ver, escutar e calar.
Meu forte. A indiferença não é meu ponto murado de defesa.
O meu forte é móvel como o da tartaruga.
É radical pela origem do termo, por ter raízes.
Levo ele pelo meu caminho do meio.
Porém, meu meio está além das suas margens.
Meu meio é uma terceira margem para você.
Não sou bom em olhar sem ver, escutar e calar.
Meu forte. A indiferença não é meu ponto murado de defesa.
O meu forte é móvel como o da tartaruga.
É radical pela origem do termo, por ter raízes.
Levo ele pelo meu caminho do meio.
Porém, meu meio está além das suas margens.
Meu meio é uma terceira margem para você.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Tenho andado...
Tenho andado sem inspiração para escrever...
Mas tenho andado...
Sempre mudando...
Amando e dando vexames..
Pois sem tesão, não há solução...
(em Homenagem ao criador da somaterapia Roberto Freire... cada vez mais atual)
sábado, 2 de abril de 2011
Provas de amor.
Ontem eu estava em um lugar tomando uma lanche da tarde quando aconteceu algo interessante. A dona do estabelecimento me disse que não cobraria parte da conta porque eu sou uma "pessoa especial".
Uma leva de sentimentos inexpressíveis passou pelo meu coração. Admiração, vergonha, felicidade, timidez.
Ao comer fiquei refletindo sobre o ocorrido.
Não sou religioso, e acho demasiada pretenção definir um Deus, dado que como limitado humano eu seria incapaz de conceber tal ser. Lembrei-me então de uma música do Titãs: "Não existe o amor, apenas provas de amor".
Deus se torna paupável para mim através da simplicidade das atitudes legitimamente humanas, como a da dona do estabelecimento. A questão não é o dinheiro economizado, é a vida modificada por tal atitude. A "pessoa especial" é despertada quando chamada. E se todos tivessem a capacidade de agir assim? De despertar o bom, de comover? Aonde dorme esta outra humanidade possível?
Parodiando os Titãs, pode não existir um Deus, mas cada vez mais vejo que as provas de Deus existem.
Uma leva de sentimentos inexpressíveis passou pelo meu coração. Admiração, vergonha, felicidade, timidez.
Ao comer fiquei refletindo sobre o ocorrido.
Não sou religioso, e acho demasiada pretenção definir um Deus, dado que como limitado humano eu seria incapaz de conceber tal ser. Lembrei-me então de uma música do Titãs: "Não existe o amor, apenas provas de amor".
Deus se torna paupável para mim através da simplicidade das atitudes legitimamente humanas, como a da dona do estabelecimento. A questão não é o dinheiro economizado, é a vida modificada por tal atitude. A "pessoa especial" é despertada quando chamada. E se todos tivessem a capacidade de agir assim? De despertar o bom, de comover? Aonde dorme esta outra humanidade possível?
Parodiando os Titãs, pode não existir um Deus, mas cada vez mais vejo que as provas de Deus existem.
quarta-feira, 30 de março de 2011
A euforia é o primeiro passo para a depressão.
Toda vez que encontro uma ode à alegria, beleza, vida, amor e etc eu desconfio...
Pois falar disso, em certa medida, é sentir falta disso.
Como diz R.A.: "Ostra feliz não faz pérola".
Este é um dos motivos pelo qual pretendo fechar meu facebook. Tem pessoas carentes demais lá. Essa energia pegajosa escorre no meu monitor.
É tanto blábláblá sentimentalóide das pessoas de baixa carga e de baixa atitude que me dá nojo...
O grande desperdício do mundo é o desperdicio das vidas humanas presas na realidade pobre eleita pela televisão.
As vezes chegam a ser engraçadas as tentativas histéricas de demonstração de uma vida alegre e feliz. A euforia é o primeiro sinal da tristeza, da depressão... é o grito de socorro... Yin/Yang.. verdade universal...
Precisava desabafar e já ta valendo...
Não cometam o erro de me incluir no meu discurso...
Minhas palavras possuem o veneno da realidade...
E se eu falo muito.. eu faço mais ainda...
Vá viver!
Pois falar disso, em certa medida, é sentir falta disso.
Como diz R.A.: "Ostra feliz não faz pérola".
Este é um dos motivos pelo qual pretendo fechar meu facebook. Tem pessoas carentes demais lá. Essa energia pegajosa escorre no meu monitor.
É tanto blábláblá sentimentalóide das pessoas de baixa carga e de baixa atitude que me dá nojo...
O grande desperdício do mundo é o desperdicio das vidas humanas presas na realidade pobre eleita pela televisão.
As vezes chegam a ser engraçadas as tentativas histéricas de demonstração de uma vida alegre e feliz. A euforia é o primeiro sinal da tristeza, da depressão... é o grito de socorro... Yin/Yang.. verdade universal...
Precisava desabafar e já ta valendo...
Não cometam o erro de me incluir no meu discurso...
Minhas palavras possuem o veneno da realidade...
E se eu falo muito.. eu faço mais ainda...
Vá viver!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Insisto
Nunca me esqueço quando nada começou.
Nunca: espaço pequeno demais para uma possível expressão.
Me esqueço que parcelas do infinito podem ser infinitas...
quando, e principalmente onde, o amor desproporcinalmente me proporciona,
nada (tudo) dentro de suas proporções.
Começou a inexistente insistência deste fim.
Nunca: espaço pequeno demais para uma possível expressão.
Me esqueço que parcelas do infinito podem ser infinitas...
quando, e principalmente onde, o amor desproporcinalmente me proporciona,
nada (tudo) dentro de suas proporções.
Começou a inexistente insistência deste fim.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Em breve...
Em breve uma vida... em breve uma falha... em breve uma quebra... em breve a navalha...
Sabemos o que esperamos, mas não o porque... se o em breve ocorrer o que você vai fazer?
Se na vida sou mensageiro... não sei quem me mandou, não sei qual é a mensagem.. não sei pra onde vou... mas em breve... algo vai ocorrer...
e eu espero.. transformando a continuidade da minha vida em algo discreto... espero...
espero que em breve eu deixe de esperar...
Sabemos o que esperamos, mas não o porque... se o em breve ocorrer o que você vai fazer?
Se na vida sou mensageiro... não sei quem me mandou, não sei qual é a mensagem.. não sei pra onde vou... mas em breve... algo vai ocorrer...
e eu espero.. transformando a continuidade da minha vida em algo discreto... espero...
espero que em breve eu deixe de esperar...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A arte é a expansão ou a redução dos símbolos?
Sempre tive essa dúvida...
Ela torna eles desnecessários, ou cria novos simbolos com significados únicos?
Um pouco de cada talvez...
Mas dado que a arte significa coisas diferentes para pessoas diferentes e que ela precisa de sensibilidade para ser absorvida, acho que assim ela não se torna moeda de troca, como as palavras... e que assim ela reduz o valor dos simbolos...
Qual a sua opinião?
Ela torna eles desnecessários, ou cria novos simbolos com significados únicos?
Um pouco de cada talvez...
Mas dado que a arte significa coisas diferentes para pessoas diferentes e que ela precisa de sensibilidade para ser absorvida, acho que assim ela não se torna moeda de troca, como as palavras... e que assim ela reduz o valor dos simbolos...
Qual a sua opinião?
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Vegetariano
Sim sou vegetariano!
Não, eu não como presunto!
Nem Frango. Não, nem peixe.
Eu não como só mato, mas eu também não mato pra comer.
Eu não levo a mulher pra moita pra comer a moita, e vegetarianismo não esta relacionado com homossexualismo, até onde eu sei.
Eu não quero te convencer a virar vegetariano, mesmo tendo todos motivos para o ser.
Direitos dos animais, saúde, espírito, ambiente... eu poderia explicar todos, mas não é isso que importa.
O que importa é o sentimento.
Eu olho pro prato e aqui dentro algo me diz que está errado. Tá errado!
Por isso, pra mim as pessoas que comem carne são no mínimo insensíveis.
Não, eu não como presunto!
Nem Frango. Não, nem peixe.
Eu não como só mato, mas eu também não mato pra comer.
Eu não levo a mulher pra moita pra comer a moita, e vegetarianismo não esta relacionado com homossexualismo, até onde eu sei.
Eu não quero te convencer a virar vegetariano, mesmo tendo todos motivos para o ser.
Direitos dos animais, saúde, espírito, ambiente... eu poderia explicar todos, mas não é isso que importa.
O que importa é o sentimento.
Eu olho pro prato e aqui dentro algo me diz que está errado. Tá errado!
Por isso, pra mim as pessoas que comem carne são no mínimo insensíveis.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Liberdade, liberdade!
Liberdade, liberdade!!!
Eu tenho raiva desta sociedade!
Eu tenho raiva de seu excesso de segurança!
oh! Democracia! Oh Eu posso escolher!!!
Então vou escolher andar sem cinto de segurança!
Ai não pode! Porque? Ditadura da maioria?
Que maioria? Quem cria as regras?
Quem gosta de andar de cinto?
O cinto é metáfora da prisão, da falta de opção e da opressão!
"Na natureza selvagem" seu limite é você!
Nessa sociedade de idiotas, ignorantes, insensíveis o meu limite tem que ser o de vocês!
Porém vocês são mediocres e eu não sou!
Vão ser sempre um peso morto na minha vida!
Portanto, vão para o inferno que vocês merecem!
Todos robozinhos de mãos dadas e com medo de olhar pro lado!
Eu tenho raiva desta sociedade!
Eu tenho raiva de seu excesso de segurança!
oh! Democracia! Oh Eu posso escolher!!!
Então vou escolher andar sem cinto de segurança!
Ai não pode! Porque? Ditadura da maioria?
Que maioria? Quem cria as regras?
Quem gosta de andar de cinto?
O cinto é metáfora da prisão, da falta de opção e da opressão!
"Na natureza selvagem" seu limite é você!
Nessa sociedade de idiotas, ignorantes, insensíveis o meu limite tem que ser o de vocês!
Porém vocês são mediocres e eu não sou!
Vão ser sempre um peso morto na minha vida!
Portanto, vão para o inferno que vocês merecem!
Todos robozinhos de mãos dadas e com medo de olhar pro lado!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Capitu - V
Vou ser curto em minha mensagem.
Diferentemente dos outros capítulos, o último capítulo de Capitu foi tocante e emocionante.
Machado de Assis conseguia transformar segundos de vida em milhares de páginas e seu detalhismo era lindo de se apreciar. Esta característica esteve perdida nos outros episódios onde tudo foi atropelado e acelerado para chegarmos no célebre desfecho.
Essa pressa de chegar ao ponto central, que é a suposta traição, pode ter custado caro para a série, mas o final foi muito bem feito.
Não sei se porque tenho fresco em minha memória o narrado no livro, foi triste relembrar que Capitu e Bentinho não terminam junto sua história de amor.
As imagens que a série me deu vão sempre fazer meu coração apertar quando lembrar de Capitu, e da insuficiência de estrutura presente em Bentinho.
Diferentemente dos outros capítulos, o último capítulo de Capitu foi tocante e emocionante.
Machado de Assis conseguia transformar segundos de vida em milhares de páginas e seu detalhismo era lindo de se apreciar. Esta característica esteve perdida nos outros episódios onde tudo foi atropelado e acelerado para chegarmos no célebre desfecho.
Essa pressa de chegar ao ponto central, que é a suposta traição, pode ter custado caro para a série, mas o final foi muito bem feito.
Não sei se porque tenho fresco em minha memória o narrado no livro, foi triste relembrar que Capitu e Bentinho não terminam junto sua história de amor.
As imagens que a série me deu vão sempre fazer meu coração apertar quando lembrar de Capitu, e da insuficiência de estrutura presente em Bentinho.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Capitu - IV
Bom, além das diferenças anteriormente ressaltadas entre o Bentinho novo e o Bentinho velho, que agora se tornaram ainda mais gritantes.
As coreografias das danças de Escobar achei muito bonitas, desde o episódio III, agora eu pergunto à quem leu o livro, vocês imaginaram já aquele Escobar descrito dançando contemporâneo? Para mim soou bem estranho.
A interpretação de José Dias esta muito boa. Achei sensacional e nele meus coração chegou perto de sentir as mesmas emoções que o livro tenta passar. Os erros deste devem vir do direção torta do diretor.
De certa maneira é artística a troca de cenários repentinas (cenas começam em um lugar e o cenário muda antes do fim da mesma, por exemplo a conversa de Bentinho e Escobar começou na casa de Mata-cavalos e terminou no seminário), e como já muito foi perdido não crítico esta maneira de mudança ambiental. Agora vale tudo na série.
Gostei muito da representação dos escravos com imagens, na cena passada ao fundo da casa de Mata-cavalos.
Vamos agora aguardar o desfecho da série, a parte mais célebre do livro e a grande dúvida deixada (que a meu ver não é tão grande assim, pois existem mais evidências à traição do que à inocência de Capitu [Na minha opinião]).
As coreografias das danças de Escobar achei muito bonitas, desde o episódio III, agora eu pergunto à quem leu o livro, vocês imaginaram já aquele Escobar descrito dançando contemporâneo? Para mim soou bem estranho.
A interpretação de José Dias esta muito boa. Achei sensacional e nele meus coração chegou perto de sentir as mesmas emoções que o livro tenta passar. Os erros deste devem vir do direção torta do diretor.
De certa maneira é artística a troca de cenários repentinas (cenas começam em um lugar e o cenário muda antes do fim da mesma, por exemplo a conversa de Bentinho e Escobar começou na casa de Mata-cavalos e terminou no seminário), e como já muito foi perdido não crítico esta maneira de mudança ambiental. Agora vale tudo na série.
Gostei muito da representação dos escravos com imagens, na cena passada ao fundo da casa de Mata-cavalos.
Vamos agora aguardar o desfecho da série, a parte mais célebre do livro e a grande dúvida deixada (que a meu ver não é tão grande assim, pois existem mais evidências à traição do que à inocência de Capitu [Na minha opinião]).
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Capitu - III
Chegou a ser incômodo ver Capitu.
Os atores são ruins as enfâses estão errados.
Agussaram o que não devia ser aguçado, apagaram a singeleza que dava tom de realidade e envolvimento no livro.
Como puderam fazer isso eu me pergunto? Alguém que se acha muito artista decidiu mudar de forma arbitrária uma das maiores obras da literatura e da arte brasileira e deu no que deu.
Terminarei de ver a série porque já comecei, e certas coisas são assim, por mais cansativas que sejam, é angustiante abandonar ao meio. Se fossem 15 episódios eu com certeza não veria mais, mas como são cinco, ganho mais duas postagens de crítica.
Os atores são ruins as enfâses estão errados.
Agussaram o que não devia ser aguçado, apagaram a singeleza que dava tom de realidade e envolvimento no livro.
Como puderam fazer isso eu me pergunto? Alguém que se acha muito artista decidiu mudar de forma arbitrária uma das maiores obras da literatura e da arte brasileira e deu no que deu.
Terminarei de ver a série porque já comecei, e certas coisas são assim, por mais cansativas que sejam, é angustiante abandonar ao meio. Se fossem 15 episódios eu com certeza não veria mais, mas como são cinco, ganho mais duas postagens de crítica.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Capitu - II
Quando algo não nos agrada de início passamos então a procurar seus defeitos, então conto agora o que encontrei ontem:
O ator que faz o Bentinho é ruim. Simples e sem meias palavras, ele é um ator fraco.
Como a atriz que representa Capitu é muito mais artista nas cenas dos dois juntos da pra notar a discrepância.
Bentinho já velho (Dom Casmurro) tem olhos castanho escuro enquanto Bentinho novo tem olhos bem claros.
José Dias em suas falas na rua com Bentinho parecia um lunático, característica esta que não notei no livro também.
Diante de tantas críticas por mim feitas, gostaria de elogiar a trilha sonora que ao meu ver está tocante e profunda.
O ator que faz o Bentinho é ruim. Simples e sem meias palavras, ele é um ator fraco.
Como a atriz que representa Capitu é muito mais artista nas cenas dos dois juntos da pra notar a discrepância.
Bentinho já velho (Dom Casmurro) tem olhos castanho escuro enquanto Bentinho novo tem olhos bem claros.
José Dias em suas falas na rua com Bentinho parecia um lunático, característica esta que não notei no livro também.
Diante de tantas críticas por mim feitas, gostaria de elogiar a trilha sonora que ao meu ver está tocante e profunda.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Capitu - I
Abro mão da fala poética para fazer críticas nestas próximas 5 postagens.
Capitu (Rede Globo) - Episódio 1
Bentinho já velho está muito depressivo perto da imagem passada no livro.
No livro o suposto Dom Casmurro sempre soa tranqüilo e saudoso, como qualquer outra pessoa que já perdeu as esperanças de grandes feito. Colocaram nele o aspecto de doente que ele próprio retira no livro.
O ator que o faz têm a descrição dada pelo livro à José Dias. Então acredito que os atores deveriam trocar de papel.
Além de tudo, a série pegou um recorte de fundo muito mais sombrio que o próprio livro, que só se torna angustioso em seu fim. Mesmo a inspiração vinda de Dogville no cenário não lhe caiu bem...
Se você já leu o livro e tem os detalhes na cabeça sobre o mesmo, pode acompanhar bem a série. Fico a imaginar os que não leram, ou não lembram. Como interpretaram a cena do tio Cosme no cavalo, por exemplo?
Sinceramente eu esperava mais desta série.
Capitu (Rede Globo) - Episódio 1
Bentinho já velho está muito depressivo perto da imagem passada no livro.
No livro o suposto Dom Casmurro sempre soa tranqüilo e saudoso, como qualquer outra pessoa que já perdeu as esperanças de grandes feito. Colocaram nele o aspecto de doente que ele próprio retira no livro.
O ator que o faz têm a descrição dada pelo livro à José Dias. Então acredito que os atores deveriam trocar de papel.
Além de tudo, a série pegou um recorte de fundo muito mais sombrio que o próprio livro, que só se torna angustioso em seu fim. Mesmo a inspiração vinda de Dogville no cenário não lhe caiu bem...
Se você já leu o livro e tem os detalhes na cabeça sobre o mesmo, pode acompanhar bem a série. Fico a imaginar os que não leram, ou não lembram. Como interpretaram a cena do tio Cosme no cavalo, por exemplo?
Sinceramente eu esperava mais desta série.
Assinar:
Postagens (Atom)